Atacada, Cielo diz que não vai virar uma nova Kodak

Presidente da líder das maquininhas aposta em escala, presença nacional e reforço do time de vend

Entrevista com

Paulo Caffarelli, presidente da CIELO
Aline Bronzati e Cristiane Barbieri, O Estado de S.Paulo


09 de maio de 2019 | 04h00

Enquanto a temperatura da guerra das maquininhas só cresce, a Cielo decidiu sair pela tangente. De um lado, capitaneia a bandeira de transparência ao defender a criação de um índice de custo efeito total (CET). Do outro, se movimenta com olhar para o futuro. Atacada de todos os lados, a líder do mercado caminha, conforme Paulo Caffarelli, presidente da companhia, para ser “menos maquininhas e mais tecnologia”.

“Não tem empresa que está mais bem posicionada que a Cielo”, disse Caffarelli ao Estadão/Broadcast. Alguns analistas parecem concordar. Na quarta-feira, 8, o HSBC afirmou, em relatório, que, apesar de a perspectiva de curto prazo ser “sombria”, a estratégia de focar na liderança, sacrificando a rentabilidade, é correta. Com isso, as ações da Cielo subiram quase 3,5%. Leia, a seguir, a entrevista:

Qual o objetivo do custo efetivo total para as maquininhas?

Venho do sistema bancário e, em 2007, aconteceu a mesma coisa. O consumidor tinha dúvida (sobre quanto pagava). Naquele momento, fomos obrigados a divulgar o conteúdo de uma operação de crédito. Com a maior competitividade no setor de maquininhas, fica muito difícil para o lojista saber o quanto está pagando. O preço tem de ser muito claro, por meio de autorregulação.

Ter grandes bancos faturando com a emissão de cartões não compromete essa bandeira?

Não. O advento do CET, além de deixar mais clara a precificação, estimula a concorrência.

Mas o cliente está preocupado com transparência ou quer as empresas se digladiando?

O cliente quer bom atendimento, dificuldades sanadas e, de preferência, receber o mais rápido possível. Se ele puder pagar menos, melhor. O lançamento do custo efetivo total é exatamente isso. Queremos participar de uma competição, mas que seja saudável.

Qual a posição da Cielo na guerra das maquininhas?

Até pouco tempo atrás, a Cielo perdia mercado de forma acentuada porque priorizava rentabilidade. Mudamos a estratégia. Estamos em uma guerra sem volta. Se queremos continuar como líderes, precisamos entrar de forma competitiva.

Mesmo comprometendo a rentabilidade?

Não temos escolha. Teremos de deixar um pouco de lado a rentabilidade para ganhar volume. A escala nos dará resultado. A Cielo de R$ 4 bilhões não existe mais, ao menos por ora. A concorrência é maior e rentabilidade tende a se reduzir.

Mas como fica o investidor?

Conversamos todo dia com nossos investidores, que acreditam no modelo. Eles estão vendo que há competição e a companhia precisa se posicionar de forma a continuar no jogo e manter sua participação.

A pressão tecnológica não é uma ameaça maior do que a guerra de preços?

Ao mesmo tempo em que há maior concorrência, temos de pensar como será o mercado daqui a cinco, dez anos. No futuro, não há posicionamento específico para todos.

Mas quando, do Magazine Luiza ao Facebook, todos trabalham para se tornar carteiras digitais, não há uma ameaça à Cielo?

No que diz respeito às transações de crédito, sempre será necessária a captura, o processamento e a liquidação. No crédito, as maquininhas continuarão relevante. No débito, poderão ser uma das fontes de demanda de serviços.

Então, a Cielo não corre o risco de ser uma nova Kodak?

Muito longe disso. Estamos vendo o que está acontecendo no mundo e nos preparando para o novo momento. Não tem empresa mais bem posicionada que a Cielo. Estamos presentes em 100% dos municípios. Temos escala e estamos trabalhando nisso. Investimos na linha de frente o resultado já vem aparecendo. Até julho, esperamos 2 mil novos credenciamentos por dia.

Não se afogue na conciliação de cartões

É um desafio de R$ 1,14 trilhão. Uma montanha de dados sobre 12,5 bilhões de transações por ano. Esse é o volume movimentado por cartões de crédito e débito no Brasil. Isso é um grande desafio para os varejistas, obrigados a fazer a conciliação de cartões diariamente para fechar o caixa.
Estima-se que atualmente 70% das transações no país são feitas com o chamado dinheiro de plástico. Ou seja, é praticamente impossível abrir mão desse meio de pagamento, por isso, não dá para fingir que o problema não existe.
A checagem manual das contas, mesmo quando feita com uma planilha eletrônica, apresenta grande quantidade de erros que provocam perdas pesadas. E ainda existem muitos pequenos comerciantes fazendo esse trabalho na ponta do lápis.

De centavos a milhares de reais
São pequenos erros, podem ser até centavos, que se acumulam e com o tempo se transformam em prejuízos de milhares de reais. O preço de não usar a tecnologia para cuidar da conciliação de cartões é alto para o varejista. Como saber se os recebimentos estão sendo feitos corretamente? Se as taxas e o valor do aluguel do leitor de cartões estão dentro do que foi contratado?
A falta de controle na conciliação de cartões pode criar também um problema de crédito. Segundo a Confederação Nacional dos Diretores Lojistas, para melhorar o capital de giro, 60% dos varejistas antecipam o recebimento do pagamento dos cartões. Eles negociam taxas mais baixas para esse empréstimo, mas os erros no registro das transações podem prejudicá-los.

Erros na conciliação de cartões aumentam risco de fraude
Isso para não falar no risco de fraudes. Elas ficam muito mais fáceis sem um mecanismo de controle eficiente e automatizado. Ainda mais que o Brasil é o segundo na lista dos países com maior número de fraudes em cartões de crédito, segundo a pesquisa Global Card Consumer Fraud 2016, do Alte Group em parceria com a ACI.
Softwares de gestão financeira podem pôr um fim nos problemas de conciliação de cartões. Com eles, todo aquele oceano de documentos e números nos extratos dos lojistas, da operadora e dos bancos são conferidos de forma automática, eliminando horas de trabalho e reduzindo a possibilidade de erros a praticamente zero.
Erros cometidos pelo varejista ou pela operadora no lançamento das transações são eliminados. Há também um importante ganho na qualidade de gestão do negócio. Os sistemas geram relatórios confiáveis, nos quais os varejistas podem conferir rapidamente dados importantes para a saúde financeira de seu negócio.

Produtividade com gestão integrada
Enquanto isso, os funcionários que antes se ocupavam dessa tarefa podem ser deslocados para outras áreas, como promoções e fidelização de clientes, entre outras. Também é possível comprar sistemas em que a solução financeira está integrada ao software de gestão, o que turbina a eficiência de toda a operação, permitindo cruzar todo tipo de informação sobre estoques, compras, ticket médio e outras, com os dados do fluxo financeiro, que é diretamente impactado pelos cartões.
Essas soluções também são móveis. Ou seja, os dados da conciliação de cartões – e dos indicadores de gestão – podem ser acessados a qualquer momento, de qualquer lugar, por meio de um simples smartphone.
E como o ganho de escala barateou esse tipo de tecnologia, fica a conclusão: hoje, só se afoga no mar da conciliação de cartões, quem quer.

Setor de cartões propõe acabar com o parcelado sem juros

Fonte: Valor Econômico

O setor de cartões apresentou ao Banco Central (BC) no início deste mês uma proposta para substituir a modalidade conhecida como “parcelado sem juros” dos cartões de crédito por um modelo de crediário a ser oferecido ao consumidor. A mudança viria acompanhada de uma redução no prazo de pagamento aos lojistas, apurou o Valor com duas fontes a par do assunto.

A ideia faz parte de um conjunto de medidas que as empresas de cartões vêm debatendo desde o fim de 2016, a pedido do órgão regulador, para reduzir custos, ampliar o uso desse meio de pagamento e aproximar o modelo brasileiro das práticas internacionais.

Pela proposta, os consumidores fariam uma espécie de crediário para parcelar compras no cartão, com base em um limite concedido pelo emissor, que poderia ser usado em qualquer loja. Não seria um crediário de um determinado estabelecimento, como já foi comum no passado com a emissão de boletos. O banco pagaria o lojista em até cinco dias após a operação (D+5) e assumiria o risco. Prestações e despesas com juros ficariam visíveis para o cliente na maquininha do cartão no ato da compra.

No modelo atual, a decisão de oferecer o parcelamento, e com que prazo, é do lojista. O varejista recebe a primeira parcela após 30 dias e o consumidor vai pagando as demais na fatura do cartão.

Embora o lojista demore um mês para receber a primeira parcela, o varejo é hoje muito dependente desse modelo, que não existe em outros países. Segundo dados da Abecs, associação das empresas do setor de cartões, o parcelado representa 55% das transações com cartão de crédito no país.

Para o consumidor, o parcelado “sem juros” representa uma facilidade e tem forte apelo psicológico – embora, na prática, haja uma série de taxas embutidas nas mensalidades. Portanto, mesmo que a ideia de um crediário pessoal vá adiante, a proposta deve enfrentar a resistência de clientes e lojistas.

Para minimizar o impacto, a sugestão dos bancos emissores é desenhar um produto que ofereça taxas e prazos muito competitivos aos clientes. Mesmo assim, viabilizar a mudança de modelo é tarefa “muito complexa” e que exigirá uma transição lenta, diz um executivo de uma instituição financeira.

A indústria brasileira de cartões está apoiada em subsídios cruzados. Ao fazer uma venda com cartão, o lojista paga uma série de taxas. A principal delas é a taxa de desconto (MDR, na sigla em inglês), cobrada pela credenciadora. Parte desse valor fica com a dona da maquininha e o restante vai para o banco emissor daquele cartão. Quem define quanto será destinado aos bancos são as bandeiras (Visa, Martercard e outras). Por isso, qualquer mudança de regras reverbera na cadeia como um todo.

No varejo, uma fonte que acompanha as negociações conta que há um empenho das grandes cadeias do setor em avançar com a nova modalidade. Na semana passada, presidentes de grupos de varejo alimentar e eletroeletrônico estiveram em uma reunião com o comando do Banco Central para reforçar o apoio e sugerir ajustes.

O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), que tem entre os associados o Grupo Pão de Açúcar, Walmart, Via Varejo e Magazine Luiza, participou de reuniões com empresas de cartões e o BC. O setor critica o peso financeiro da venda parcelada em seus resultados, já que, ao demorar 30 dias para receber dos cartões o valor da venda, afirmam que são eles que acabam financiando o cliente.

Por causa disso, antes da crise no consumo, em 2014, as redes já vinham, em seus sites, tentando reduzir o número de parcelas na venda parcelada, mas com a recessão voltaram a estender os prazos.

Há uma preocupação das cadeias com a forma como a migração de modalidade pode ser comunicada ao consumidor. O receio é que o cliente entenda que possa estar se endividando com bancos, e isso acabe confundindo o cliente e atrapalhando as vendas, diz uma fonte. Procurado, o IDV não comentou o assunto. No GPA, o cartão de crédito representava 39% das vendas líquidas no terceiro trimestre de 2017. No Magazine Luiza, cartão de terceiros equivalia a 42% das vendas totais no período.

Procurada, a Abecs confirmou que “há discussões e estudos sobre o crediário, novo mecanismo de financiamento ao consumo e, ao mesmo tempo, de fortalecimento do capital de giro dos lojistas”. Segundo a Abecs, ainda não há detalhes sobre o produto porque os estudos se encontram em fase inicial. O BC disse, por meio de sua assessoria, que não comentaria o assunto. A Febraban não se pronunciou até o fechamentos desta edição.

No início de 2017, o BC e representantes do setor chegaram a discutir medidas para acabar com o parcelado sem juros e reduzir o prazo de liquidação das transações. A própria ideia de se criar um crediário chegou a ser aventada. Porém, o assunto entrou em compasso de espera pela sua complexidade. Diante disso, o BC passou a pedir que as empresas do setor apresentassem ideias para baratear e simplificar o uso de cartões.

Por enquanto, o Banco Central mexeu no chamado rotativo dos cartões de crédito. Numa medida que entrou em vigor em abril de 2017, o saldo remanescente no rotativo após 30 dias de uso dessa modalidade é automaticamente parcelado com taxas menores. O órgão regulador continua debatendo com o setor propostas para reduzir as taxas incidentes sobre as operações de débito e para o parcelado sem juros. A tendência é que se chegue primeiro a uma solução para a questão do débito, que é mais fácil de resolver, afirma uma fonte da indústria. (Colaborou Adriana Mattos)

Boas Notícias No Mercado De Cartões

Hora de renegociar as taxas que estão sendo pagas hoje:

Presidente da Caixa diz que estuda entrar na ‘guerra das maquininhas’

SÃO PAULO  –  A Caixa Econômica Federal estuda entrar no mercado de adquirência, responsável por credenciar os lojistas para capturar as transações de pagamentos com cartões. O banco é o único entre os maiores do país que não tem uma operação neste mercado. “Somos o único banco que não tem uma adquirente. Isso vai mudar em dois meses”, afirmou o presidente do banco, Pedro Guimarães, em evento do Credit Suisse em São Paulo. “Recebemos zero por esse serviço, e pela antecipação de recebíveis.” O Santander é acionista da Getnet, enquanto Bradesco e Banco do Brasil têm participação da Cielo e o Itaú é dono da Redecard. A Caixa só atua indiretamente, com parceria para venda de maquininhas da Cielo.


Cielo muda estratégia para recuperar mercado

A nova postura adotada pela credenciadora de cartões Cielo na “guerra das maquininhas” já imprime o perfil de seu novo presidente, Paulo Caffarelli, que assumiu em outubro após deixar o comando do Banco do Brasil (BB). Pragmática e com foco em resultados, a Cielo não vai medir esforços para recuperar o mercado perdido, mesmo que isso represente sacrificar o retorno do negócio no curto prazo.

Fonte: Revista Valor Econômico 30/01/2019
Lembre-se: A verificação se os seus créditos estão sendo realizados corretamente é fundamental. Para essa tarefa conte conosco. Acesse


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“Guerra das maquininhas” derruba empresas nas bolsas

São Paulo –  As ações das empresas de cartão, conhecido como setor de adquirência, ainda não se recuperaram do “golpe” dado pela Rede na última semana. Os papéis da Cielo operavam em queda de 2,61% na B3 nesta segunda-feira. As brasileiras listadas fora do país também caíam. A PagSeguro caía 1,23% na bolsa de Nova York e Stone 2,38% na Nasdaq.

São Paulo –  As ações das empresas de cartão, conhecido como setor de adquirência, ainda não se recuperaram do “golpe” dado pela Rede na última semana. Os papéis da Cielo operavam em queda de 2,61% na B3 nesta segunda-feira. As brasileiras listadas fora do país também caíam. A PagSeguro caía 1,23% na bolsa de Nova York e Stone 2,38% na Nasdaq.

Na última semana, a Rede anunciou que zerou a taxa de antecipação para quem quer receber antes o valor pago à vista por seus clientes por meio de cartões de crédito. Seguindo a estratégia da empresa do Itaú, Safrapay, do banco Safra, também anunciou o fim da cobrança.

A equipe de analistas da XP Investimentos afirmou que o movimento agressivo da Rede irá alterar materialmente a dinâmica competitiva no setor de adquirência. Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) irá examinar a iniciativa da Rede. Os concorrentes reivindicam sinais de dumping e venda casada, uma vez que os clientes devem ter contas no Itaú para se beneficiar dos descontos e condições da Rede.

A própria Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (Abipag) se mostrou contraria a decisão da Rede. Em comunicado enviado, a associação disse que a iniciativa como estas devem ser encaradas com desconfiança. “É pouco provável que este tipo de instituição ofereça algum tipo de serviço de graça, sem compensar com alguma outra tarifa.”  Disse ainda que a oferta da Rede tem como objetivo ou destruir as fintechs e inibir a competição neste mercado ou é uma “propaganda duvidosa”. 

Stone e PagSeguro

Depois que a Rede fez seu anúncio, a Stone, por meio de carta aos acionistas, disse que não mudará a sua estratégia e que já viu iniciativas agressivas por parte dos concorrentes no passado, como descontos e promoções, na tentativa de atrair clientes para ofertas bancárias. Apesar disso, teve impacto limitado negócios, “que continuaram a produzir ganhos de crescimento e participação de mercado.” A Stone disse ainda aos acionistas que práticas anticompetitivas de bancos não são incomuns no Brasil. 
      Já a PagSeguro anunciou hoje pela manhã que a partir de 1º de maio, que seus   clientes poderão receber o dinheiro de suas vendas na mesma hora. Desta maneira, o comerciante ao vender pela maquininha PagSeguro, o poderá terá o dinheiro em sua conta PagSeguro na hora e poderá fazer compras ou sacar em qualquer caixa eletrônico (Banco 24 Horas) utilizando o cartão pré-pago internacional Mastercard.

Fonte: Revista Exame
Por Karla Mamona

Conciliar Transações de Cartão de Crédito e Débito.

Todos nós já fomos o lado consumidor nas transações com cartões de crédito e débito, mas até nos tornarmos um proprietário de loja, na maioria das vezes não estávamos cientes dos processos que acontecem nos bastidores até recebermos o dinheiro do consumidor em nossas contas. Neste artigo, vamos tentar explicar o funcionamento interno do processo de pagamento dos créditos dos comerciantes por parte dos POSs e Bandeiras de cartões de crédito, débito ou vouchers.

Como funciona o processo dos cartões?

A maioria dos proprietários de lojas físicas, geralmente usam um terminal de processamento de cartão de crédito para passar o cartão, freqüentemente conhecidos como POS, ou maquinetas. Já os donos de lojas on-line oferecem a opção de pagamento por cartão, através de um carrinho de compras que se integra com um servidor de processamento de cartão de crédito. Em ambos os casos, o carrinho de compras ou o terminal se conecta ao servidor do POS. O POS por sua vez, conecta-se aos servidores de pagamento, tais como MasterCard, Visa, Discover ou American Express. O processador de pagamento, em seguida, se conecta ao banco emissor. Isto ocorre para todos os passos do processo, que são os seguintes:

Autorização:

Quando o cliente insere o cartão de crédito no POS, ou informa o número na loja on-line, o sistema solicita automaticamente ao servidor do POS a autorização para transferir a quantidade indicada da conta do cliente para a conta do comerciante. Em última análise, o banco emissor aprova ou nega a transação. Para operações em que o cartão de crédito não é fisicamente apresentado para o comerciante, em geral é informado também a verificação da data de validade, nome do titular da conta, o seu endereço de faturamento e o código verificador no verso do cartão. Se esses dados forem fornecidos, a autorização também inclui códigos de resposta para indicar se a informação corresponde às informações do banco emissor. Isto pode ser utilizado pelo comerciante para avaliar o risco de fraude associada com a transação. Se a transação for aceita pelo banco emissor, ele também coloca uma reserva sobre os fundos para que o comerciante tenha garantia de ser pago se executar a operação.

Venda:

O comerciante executa a transação, o que coloca as coisas em movimento para que ocorra a transferência e assim se concretize o pagamento do consumidor para a administradora dos POSs e depois para o comerciante, no entanto, neste ponto o dinheiro ainda não muda de mãos. Todas as vendas e créditos realizados são simplesmente adicionados a uma fila de transações a serem processadas.

Apresentação do lote:

No final do dia, ou em outro intervalo especificado, todas as transações pendentes serão combinadas em um lote a ser apresentado a partir do POS até o processador de pagamento. O processador de pagamento (MasterCard, Visa, etc …), em seguida, recupera os recursos dos bancos emissores e os deposita na conta do comerciante no prazo e nas condições de acordo com o contrato estabelecido.

Sobre a Conciliação de cartões

Já que você, sendo um comerciante, não recebe o pagamento até que a transação seja apresentada como parte de um lote para o processador de pagamento, é de fundamental importância a conciliação dos seus créditos para certificar-se de que cada transação que você tenha de fato realizado, tenha também sido incluída no lote, creditada dentro do prazo e deduzidas as taxas combinadas em contrato com os cartões descontadas as taxas e tarifas pactuadas com a empresa que administra os POSs. Algumas operadoras que atuam no Brasil e que detém aproximadamente 95% deste mercado são: CIELO, REDE, SANTANDER, GETNET, BIN E ELAVON.

Conciliar cada transação com seus relatórios em lote é um processo árduo, bastante demorado, trabalhoso e extremamente complexo, uma vez que cada operadora utiliza-se de regras e parâmetros diferentes, e justamente por isso, na maioria das vezes os comerciantes abdicam-se do processo de conferência. No entanto, usando um conciliador de cartões, esta tarefa torna-se surpreendentemente fácil. Num sistema conciliador de cartões, quando você registra o fechamento diário (e apenas isto), todos os cálculos são feitos para você de forma automatizada.

Detalhes dos Lotes

Todas as autorizações e transações em lote aparecem agrupadas por Banco e Conta de crédito, facilitando assim a sua conferência entre o extrato do banco e aquilo que o cartão deveria ter pago dia a dia.

Reunir Informações para o Contador.

A partir do momento que o comerciante controla todas as suas vendas em um sistema gestor de cartões, este sistema passa a fornecer os relatórios prontinhos para serem entregues ao contador para apuração do lucro líquido e também relatórios importantes para o administrador da empresa saber exatamente o quanto teve de custo com as vendas realizadas com cartões em um dado período. Tudo reunido em um só lugar, já considerando todas as taxas, débitos e créditos realizados entre o comerciante e as operadoras de POS e Bandeiras de cartões.

Provisionamento de Recebíveis

Talvez ainda mais importante do que os relatórios contábeis, seja o provisionamento. O Comerciante para ter um bom gerenciamento de seu negócio e otimizar o fluxo de caixa da empresa, precisa saber quanto, quando e aonde irá entrar o dinheiro, para assim poder gerir da melhor forma o seu empreendimento.

Hoje existem diversos Gerenciadores de Cartões disponíveis no mercado, entretanto, o gerenciador mais eficiente, no sentido de exigir o mínimo de interações do comerciante e, em contra partida, realizar o maior número de procedimentos automaticamente a fim de fornecer as informações de forma mais rápida e segura, e ainda, o gerenciador que abrange o maior número de POSs e Bandeiras de Cartões é o ConfereCard.